Os vários tipos de mídias!
Postador por Tiago Damasceno
Com a chegada dos equipamentos com capacidade para reproduzir vídeo em alta definição, foi necessário que um novo tipo de mídia óptica fosse inventado, pois quanto maior a definição de um vídeo, mais espaço ele consumirá, demandando discos com maior capacidade. Surgiram assim, as mídias ópticas de grande capacidade e, com elas, uma confusão de nomenclaturas para a qual os usuários não estavam preparados. Para resolver de uma vez por todas as suas dúvidas sobre os tipos diferentes de mídia existentes no mercado, reunimos em um só lugar a definição de todos para você consultar sempre que tiver dúvida.
O bom e velho CD
A sigla “CD” foi adotada devido ao fato de, na época do seu lançamento, existirem os discos de vinil, que eram grandes e desengonçados. O nome “Compact Disc” foi criado como uma comparação ao vinil, pois logicamente o CD é extremamente compacto em relação ao seu antecessor. Sem muita demora, surgiram os primeiros CD-R (CD Recordable), que não suportavam mais de uma gravação. Ou seja, assim que você esgotasse a capacidade de armazenamento, seu CD gravável não poderia ser apagado ou receber mais dados.
CD-R (CD Recordable): CD gravável. Hoje com capacidade para 700 MB ou 80 minutos de áudio sem compactação. Não permite que nenhum dado seja apagado do CD. Após adicionados, os dados que lá estão são permanentes. Se não for utilizada toda a capacidade na primeira gravação, pode-se gravar outras sessões, até que o CD esteja completamente cheio.
CD-RW (CD Rewritable): CD regravável. Também tem a capacidade de 700 MB. Essa mídia permite que você grave, apague os dados e grave novamente. Sua vida útil é de aproximadamente mil ciclos (1 ciclo = gravar uma vez + apagar uma vez).
Mini-cd: apesar de pouco popular, é uma boa opção para quem não gosta de carregar os CDs de tamanho normal. Além do tamanho reduzido (8cm de diâmetro, contra os 12cm do CD normal), sua capacidade também é bem menor: 180 MB, ou 23:30 minutos. Os tocadores e gravadores de CD que possuem a “gaveta” são perfeitamente capazes de reproduzir e gravar mini-cds.
As novas mídias
A tecnologia foi se desenvolvendo e trazendo novos tipos de mídia. O DVD, que de início era sigla para Digital Video Disc, mas que é chamado por alguns de Digital Versatile Disc, foi lançado a princípio para armazenamento de vídeo, mas assim como o CD, ele foi logo adaptado para ser utilizado para armazenar qualquer tipo de dado. Assim como os CDs, existem os DVDs graváveis e os regraváveis. Porém, os DVDs têm uma particularidade que não existia no CD: existem padrões e capacidades diferentes.
DVD-R: com capacidade de 4.7 GB, é o formato mais usado no Brasil. Muitas vezes as pessoas podem se referir a esse tipo de mídia como DVD5, devido ao fato de a sua capacidade estar próxima dos 5 GB. Também existem DVD-Rs com capacidade de 8.5 GB (também chamados de DVD9). Isso é possível porque são usadas duas camadas diferentes no mesmo lado do disco, praticamente dobrando a capacidade de armazenamento.
Também existem os DVDs com capacidade de gravação nos dois lados do disco, mas esse tipo é difícil de ser encontrado, pois não se popularizou no Brasil. Sua capacidade é de até aproximadamente 15 GB.
DVD-RW: esse tipo de DVD tem a mesma capacidade do DVD-R, com a possibilidade de apagar os dados e reutilizar o disco, assim como o CD-RW.
DVD+R e DVD+RW: esses dois tipos são praticamente idênticos ao DVD-R e o DVD-RW, respectivamente. A diferença básica entre eles é o desempenho na hora de queimá-los, devido ao modo com que os dois tipos realizam a gravação. As mídias com o sinal de menos (-) são gravadas do centro para fora, em uma única linha, formando uma espiral. Já os discos com um sinal de adição (+) são gravados em vários círculos concêntricos. Isso dá uma maior rapidez aos DVD+R e DVD+RW tanto na leitura quanto na gravação. Porém, essa diferença é quase imperceptível.
As mídias com sinal “+” costumam ser um pouco mais caras, mas a diferença é irrisória. Quanto à compatibilidade, no início não era possível executar e gravar discos se o sinal fosse diferente ao suportado pela gravadora. Hoje, a maioria das leitoras e gravadoras já suporta os dois tipos, então você não precisa se preocupar se na loja só tem um dos dois.
Saíram do forno agora
Blu-ray: com o surgimento dos equipamentos com capacidade para execução de vídeos e filmes em alta definição, era necessário desenvolver uma mídia de grande capacidade, para possibilitar assim, o armazenamento de imagens em alta definição, que ocupam muito mais espaço. Com a Sony à frente do projeto, foi criado então o Blu-ray, que possui esse nome justamente porque a cor do laser que faz sua leitura e gravação é azul. A capacidade do Blu-ray é de incríveis 25 GB nas mídias com uma só camada. Nos discos com duas camadas, o tamanho dobra, chegando aos 50 GB.
HD-DVD: similar ao Blu-ray, porém com capacidade menor, o HD-DVD recentemente perdeu a batalha pela hegemonia das mídias de grande capacidade. A empresa Toshiba comandava o desenvolvimento dessa mídia, juntamente com outras gigantes como Microsoft. Porém, há pouco tempo a Toshiba anunciou o abandono do projeto, dando ao Blu-ray e à Sony o título de única mídia de alta capacidade disponível no mercado.
Esses são os tipos de mídia amplamente disponíveis hoje no mercado (exceto pelo HD-DVD). Muitos outros formatos já passaram pelas nossas casas, como o cassete e o MD, mas nem todos foram tão populares quanto os discos ópticos são hoje
Dicas Info - Ubuntu
Postador por Tiago Damasceno
Descrição: Nesta edição você encontrará tutoriais de como instalar o Ubuntu de várias formas, desde a mais segura (para quem usa Windows), como uma pasta dentro do sistema da Microsoft, até a mais veloz e eficaz, com o Linux em sua própria partição. Para quem já usa o sistema, há dicas de programas úteis e legais, além de truques para personalizar e turbinar o pingüin, assim como outras opções de distribuições Linux.
Escolha um Servidor abaixo para fazer o Download:
Download - Easyshare
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O e-commerce e a web 3.0
Postador por Tiago Damasceno
Vamos partir da premissa de que a Web semântica, termo cunhado por Tim Berners Lee, James Hendler e Ora Lassila*, é a Web 3.0 e que se caracteriza por uma rede interligada de significados de palavras a fim de se criar uma linguagem comum e inteligível para as máquinas.
É a partir dessa linguagem comum que as máquinas conseguirão refinar as buscas, travar diálogos entre si, cruzar dados, uma vez que estarão programadas para intercambiar informações e oferecê-las sob uma interface customizada ou específica para o usuário.
No primeiro estágio da rede (1.0), a Web possuía a capacidade de ler informações disponíveis em portais e outros ambientes da Internet. No segundo estágio (Web 2.0), participação, colaboração e interação são os termos da vez e as atitudes esperadas por usuários e instituições presentes na Rede.
A influência da Web 2.0 – participação do usuário, colaboração, compartilhamento – e o boom do vídeo e áudio alteraram profundamente a forma como as comunicações e transações são feitas pela Rede. E assim é com o comércio eletrônico. No entanto, da segunda fase, já assistimos o início da terceira.
O terceiro estágio (Web 3.0) está ligado à Web semântica. A Web semântica pode alterar completamente a forma como os buscadores atuam hoje. Esta terceira geração da Internet será capaz de dar respostas, como se fosse um agente/conselheiro, respondendo a perguntas concretas do internauta, cruzando informações e combinando dados de forma a oferecer resultados relevantes ao invés de milhares de páginas que nunca serão visitadas pelos usuários. A Web 3.0 se encarregará de estabelecer valorações, classificações e pelo método dedutivo, oferecer ao usuário a informação que ele precisa ou requisitou.
O comércio eletrônico só tem a se beneficiar com essa evolução da Web. Imagine um produto sendo descrito por áudio, vídeo e ainda ser classificado pela inteligência artificial por preço, loja, tendências de mercado, entre muitos outros atributos? Pois, é.
A Web 3.0 com a sua capacidade de processar a riqueza de informações da rede vai atender de forma mais direcionada aos anseios dos usuários. Fazendo uma analogia deste conceito com o ambiente que envolve o e-commerce, podemos apontar como incrementos uma maior gama de informações disponível para os e-consumidores, uma busca mais facilitada e dirigida, o histórico e a base de dados armazenados de forma que possam oferecer itens relacionados às preferências dos usuários e, por último, interfaces diferenciadas que se organizarão de acordo com os parâmetros estabelecidos pelo próprio internauta. Só não eliminaremos algumas barreiras geográficas quando falamos de frete e custos de envio de mercadorias que estão do outro lado do mundo, mas, teremos acesso aos seus preços e à concorrência de forma ainda mais global.
Na era da participação da Web 2.0, já podemos contar com a opinião de desconhecidos, de sites pessoais, de vídeos e áudios feitos caseiramente, de rankings e afins, mas, na web 3.0, essas informações chegarão com mais rapidez e mais precisão. Assim esperamos!
* Quando publicaram um artigo na revista Scientific American intitulado “Web Semântica: um novo formato de conteúdo para a Web que tem significado para computadores vai iniciar uma revolução de novas possibilidades”
Web 3.0, 2.0, 1.0? O que isso significa?
Postador por Tiago Damasceno
De Wikirus
Outro dia estava lendo sobre a Web 3.0. É sim! Web 3.0. Já é assunto nas páginas dos jornais e nos BLOGs mais antenados. Uns falando bem, outros nem tanto...
Em linhas gerais, definimos a Web 3.0, como a Web semântica, a Web que passa a dar sentido aos dados. Sistemas que conseguirão não só apresentar o dado ou informação, mas dar contexto a esse dado.
Imagine que o Google respondesse, precisamente, a seguinte questão: "preciso da configuração de um computador para jogos e edição de imagens?" Para isso, seria necessário que o Google, ou qualquer outro sistema, além de conhecer as configurações possíveis para micros, soubesse para que serve e qual a melhor aplicação de cada uma delas.
Para essa situação acontecer, é fundamental a criação de um segundo nível de informação, ou seja, a criação de dados que descrevem dados, ou os metadados.
Em curtas palavras: sistemas mais inteligentes e dados que descrevem dados, essa é a Web 3.0.
Minhas leituras me puseram a refletir. Tudo isso aí é muito bacana. Para o pessoal dos conceitos é um prato cheio. Para os técnicos e desenvolvedores é um interessante (mais programação e modelos de dados e sistema, na verdade, conseqüência). Mas... E para as pessoas? O que isso significa? Qual a relevância? Como elas vão lidar com isso?
Hoje, existe a Web 2.0. O grande salto, aqui, foi o surgimento da possibilidade de “todos” produzirem conteúdo, de forma colaborativa ou não, de forma relacionada ou não. Mas, será que “todos” conseguem fazer isso? Será que as pessoas reconhecem essa possibilidade? Será que as pessoas sabem usar essa possibilidade? Pra mim, a resposta é não!
Falamos muito em Web 2.0, 3.0, x.0, seja qual for. Mas, ninguém lembra de ensinar o que é isso e de como utilizar esses recursos. Tudo bem, que Orkut e cia viraram uma explosão. O Gmail desbancou muitos outros. A Wikipedia surge com força. Mas, de verdade, as pessoas mais “comuns”, apenas usuárias da Web, continuam apenas usuárias da Web. Entram e usam seu e-mail, tenha AJAX ou não (vejo até muitos reclamando dos novos webmails). Acessam e usam o Orkut, sem fazer idéia dessa tal (re)evolução da Web 2.0 e consultam a Wikipedia como um site, um site de leitura ou, no máximo, um site de pesquisa.
As pessoas não sabem "produzir o tal conteúdo". Têm medo de modificar um artigo na Wikipedia, não querem escrever besteira. Por outro lado, expõe-se desnecessariamente no Orkut e até em seus BLOGs. Não fazem idéia da possibilidade de alcance das suas "publicações". Só vejo as pessoas usando a Web, simplesmente usando, na maioria das vezes de forma equivocada e pouco produtiva, seja ela de qual número for.
É muito importante, começarmos a pensar em como ensinar as pessoas, usuários comuns, a utilizarem de forma eficiente, coerente e ética todas essas ferramentas e possibilidades. Temos que descobrir como dar sentido a toda essa profusão tecnológica. Nesse aspecto, as escolas podem e devem ser um desses caminhos.
Antes de criarmos os metadados da Web 3.0, dos sistemas, das inteligências artificiais, vamos nos preocupar com os nossos “metadados”, com a semântica disso tudo para nós mesmos.
Web 3.0
Postador por Tiago Damasceno
A Web 3.0, anunciada como a terceira onda da Internet, projeta estruturar todo o conteúdo disponível na rede mundial de computadores dentro dos conceitos de “compreensão das máquinas” e "semântica das redes”.
O termo Web 3.0 foi empregado pela primeira vez pelo jornalista John Markoff, num artigo do New York Times e logo incorporado e rejeitado com igual ardor pela comunidade virtual. A principal reação vem da blogosfera. Nos diários virtuais de especialistas detratores, a crítica mais comum é a de que Web 3.0 nada mais é do que a tentativa de incutir nos internautas num termo de fácil assimilação para definir algo que ainda nem existe. Aliás, críticas idênticas já se fazem à Web 2.0.
A Web 3.0 propõe-se a ser, num período de cinco a dez anos, a terceira geração da Internet. A primeira, Web 1.0, foi a implantação e popularização da rede em si; a Web 2.0 é a que o mundo vive hoje, centrada nos mecanismos de busca como Google e nos sites de colaboração do internauta, como Wikipedia, YouTube e os sites de relacionamento social, como o Orkut. A Web 3.0 pretende ser a organização e o uso de maneira mais inteligente de todo o conhecimento já disponível na Internet.
Esta inovação está focada mais nas estruturas dos sites e menos no usuário. Pesquisa-se a convergência de várias tecnologias que já existem e que serão usadas ao mesmo tempo, num grande salto de sinergia. Banda larga, acesso móvel à internet e a tecnologia da semântica, todos utilizados juntos, de maneira inteligente e atingindo a maturidade ao mesmo tempo.
Assim, se passaria da World Wide Web (rede mundial) para World Wide Database (base de dados mundial), ou seja, se passaria de um mar de documentos para um mar de dados. Quando isso começar a acontecer de forma mais intensa, o próximo passo, num prazo de cinco a dez anos, será o desenvolvimento de programas que entendam como fazer melhor uso desses dados.
Adicionada a capacidade da semântica a um site, ele será mais eficiente. Ao se pesquisar algo, se terá respostas mais precisas. O usuário poderá fazer perguntas ao seu programa e ele será capaz de ajudá-lo de forma mais eficente, entender mais sua necessidade. O conceito de ”semântica da rede”, proposto pelo inglês Tim Berners-Lee, tem entre seus gurus Daniel Gruhl, um Ph.D. em engenharia eletrônica do MIT, é especializado em "compreensão das máquinas", e o misterioso Nova Spivack, que não revela muito sobre si, nem o nome verdadeiro, e se autodefine como empresário da alta tecnologia.
Um mecanismo de busca como o Google permite que o usuário pesquise o conteúdo de cada página,: se indicar o nome de um ator ou de um filme, todos os dados sobre este ator ou este filme aparecerão na tela. Poderá ainda utilizar a "busca avançada" para restringir um pouco mais os resultados. Mas se este usuário não se lembrar do nome do ator ou do filme, dificilmente encontrará meios de localizá-los. A Web 3.0 organizará e agrupará essas páginas, por temas, assuntos e interesses previamente expressos pelo internauta.. Por exemplo: todos os filmes policiais, que tenham cenas de perseguição de carros, produzidos nos últimos cinco anos etc.
Algumas empresas do Vale do Silício, na Califórnia, Estados Unidos, desenvolvem trabalhos nesse sentido, destacando-se o Almaden IBM Research Center, a Metaweb e a Radar Networks (de Nova Spivack). No Brasil, na PUC-Rio estão desenvolvendo trabalhos pioneiros para a Web 3.0 com ênfase na língua portuguesa. Paralelamente, estão em curso inúmeros projetos acadêmicos. E circula na comunidade da informática que em futuro próximo surgirão novidades nesse campo na Yahoo e no Skype.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Web_3.0.
O que é Web 2.0?
Postador por Tiago Damasceno
Uma visão pragmática do termo que define a segunda geração da internet.
Naturalmente o leitor já ouviu falar da Web 2.0. O termo esta cada vez mais em voga, apesar de ter uma significancia bastante ampla, e muitas vezes um pouco nebulosa. Quanto mais divulgada e popular é a expressão, mais os limites de sua definição ficam indeterminados. Assim, as linhas abaixo procuram definir uma síntese do que, ao menos originalmente, se trata a já famosa Web 2.0.
O termo Web 2.0 se refere a uma suposta segunda geração de serviços de internet. Como toda forma de classificação histórica, não podemos dizer exatamente quando termina ou começa este período cronologicamente. Mas a observação destes padrões de comportamento na rede pode ser saudável do momento em que colabora com a organização de idéias e conceitos em uma indústria nova e particularmente complexa por sofrer agressivas mutações — justamente por estar ainda em sua fase embrionária.
A expressão Web 2.0 foi primeiramente cunhada pela empresa O’Reilly Media, e desdobrou-se em uma séria de conferências e livros atingindo grande popularidade nas comunidades de desenvolvimento web. Uma observação de padrões em comum de negócio e tecnologia em uma variedade de projetos web que estão surgindo levou a dita cuja classificação “Web 2.0”. Abaixo, uma síntese dos principais padrões que são considerados como parte do grupo de tendências desta segunda geração web.
A web como platafoma
Sites deixam de ter uma caracteristica estática para se tornarem verdadeiros aplicativos no servidor. As funcionalidades dos sites são muito mais poderosas, lembrando a sofisticação de softwares que rodam no desktop de seu PC. Certamente hoje é mais complexo (e na maioria das vezes mais custoso) desenvolver um serviço web competitivo do que há alguns anos.
Estes “sites aplicativos” tem também uma integração mais eficiente com a interface no cliente (browser) – que passa a ser mais poderosa com protocolos como o AJAX, que podem gerar uma usabilidade mais intuitiva e que resembla as interfaces escritas em código de baixo nível ( C++ e afins ).
Beta eterno
Tradicionalmente sites e aplicativos evoluiam com lançamento de versões 1.0, 2.0, 3.0 etc. Software é um buraco sem fundo, ou seja, nunca chegaremos a versão “final”. No mais, pelo fato do aplicativo estar em rede, o feedback de usuários e constante teste de funcionalidades torna-se um processo sem necessariamente uma interrupção por versões. Assim, sites/aplicativos ficam em “beta eterno”, denotando uma evolução sem fim. Apesar de pelo ponto de vista tecnológico o beta eterno fazer sentido, do ponto de vista de marketing o conceito é questionável já que o consumidor precisa de uma percepção clara de valor agregado na evolução do produto — principalmente para justificar usar mais ou mesmo gastar mais neste produto. Assim, alguma forma de empacotamento de fases na evolução do produto deverá continuar sendo necessária, mesmo que seja puramente perceptual — através de branding, por exemplo.
Redes sociais
Recentemente houve uma explosão da audiência em sites que formam e catalisam comunidades, tais como Orkut e My Space, dentre outros. Na verdade, estas redes de pessoas sempre existiram desde os primórdios da internet (BBS, chat, fóruns etc.). O que aconteceu foi uma aceleração recente do número de usuários destas comunidades devido a maior riqueza de conceito e sofisticação tecnológica dos “sites aplicativos”, somados a um aumento da base instalada de banda larga.
Flexibilidade no conteúdo
O conteúdo passa a ser dinâmico e sua publicação muito mais flexível, tanto por editores profissionais como pelos proprios usuários. Ferramentas de publicação multi-plataforma (PC, celular, PDAs, IPTV) geram poder e eficiência jornalistica à sites de notícias, por exemplo. Ao mesmo tempo, o próprio usuário passa a gerar conteúdo (ex. YouTube), classificá-lo e mesmo parcialmente editá-lo usando formatos como RSS, ou Really Simple Syndication (ex. Netvibes). As “Wikis” são talvez a forma mais extrema de edição colaborativa, onde qualquer pessoa teoricamente qualificada pode melhorar a qualidade de determinado conteúdo (ex. Wikipedia).
Tags
Tradicionalmente o conteúdo era classificado para o usuário, ou mesmo pelo próprio usuário em categorias pré-definidas. As Tags geraram uma taxonomia “invertida”, onde conteúdos se auto-classificam em categorias definidas (ex. del.icio.us).
Percepção de valor econômico
Talvez a mais importante função do termo Web 2.0 tenha sido a de sinalizar o início de uma nova e promissora fase na web, que vinha sob visão um tanto pessimista do mercado após o estouro da bolha especulativa no começo do século.
Durante a “bolha”, forças do mercado fizeram acreditar que a perda do timing de entrada na nova economia seria um problema sério a médio prazo para corporações já estabelecidas. Assim, apesar da nítida super-valorização no preço das empresas que representavam a dita nova economia, muitas destas foram adquiridas pois acreditava-se que o custo de entrada seria compensado através de um ingresso rápido em um mercado em formação, e irreversível a longo prazo. Com uma estratégia agressiva de aquisições e venda rápida, alguns bancos ( especialmente Wall Street) lucraram significativamente com participações principalmente em emissões primárias (IPOs). Com o fim deste fenômeno cognitivo, gerou-se um sentimento pessimista no mercado quanto a web.
O fato é que a web nunca parou de evoluir, apenas agora com um filtro seletivo de modelos de negócio muito mais realista. O IPO do Google em 2004 talvez tenha sido o marco para a entrada nesta nova fase de otimismo pragmático do mercado em relação a web. O termo Web 2.0 certamente ajudou a consolidar esta nova percepção de valor da internet, agora com modelos de negócio apresentando retornos reais. Ao mesmo tempo, uma integração da internet no modus operandi das corporações “tradicionais”, gerou novos e vitais canais de geração de receita, redução de custos ou mesmo formação de um CRM inteligente. Tudo isso denota esta segunda geração da internet, que esperamos seja apenas uma das muitas outras gerações promissoras que virão pela frente.
Todos os direitos reservados a Webinsider
Web 2.0
Postador por Tiago Damasceno
A conversa me deixou confuso. Como assim "Web 2.0"? Qual a diferença para a web "normal"? Será que tem alguma coisa a ver com aquela tal de Internet 2 ou aquele IPv6? E como ficam meus e-mails? Sites na Web 2.0? Vou ter que fazer tudo de novo? Meu amigo não soube explicar.
Como qualquer autodidata em uma situação dessas, reuni toda minha ignorância e comecei a pesquisar o assunto. Consultei as ferramentas de busca, enciclopédias online, portais de conteúdo, listas de discussão, comunidades, assisti palestras, comprei revistas, enfim, comecei a entrar nesse mundo 2.0.
Quando terminei minha "odisséia" e consegui descobrir o que era a bendita Web 2.0, confesso que fiquei um pouco desapontando. Pensei comigo: "Caramba... era só isso?", mas depois de pensar um pouco mais nas novas possibilidades que foram criadas, enxerguei a revolução que aconteceu.
Agora, compartilho aqui a minha opinião e as minhas descobertas sobre o tema.
Web 2.0 - Mais controle para o usuário
Uma coisa que percebi é que quando procuramos uma definição do que é Web 2.0, em geral encontramos uma lista de tecnologias: RSS, Wikis, Blogs, Ajax, etc. Com isso, podemos cair na armadilha de achar que a Web 2.0 é um novo conjunto de tecnologias (este foi o motivo do meu desapontamento inicial). Se acreditarmos nisso, não vamos enxergar a mudança mais importante que aconteceu.
A Web 2.0 trouxe muitas novidades, mas em minha opinião, a maior de todas elas e que não tem como ser ignorada, foi o aumento de controle do usuário. Por este motivo, acredito que a Web 2.0 não seja uma nova tecnologia e sim um novo conceito: qualquer pessoa pode mudar a web.
Vou explicar esta idéia: Uma vez escrevi um artigo dizendo que a principal diferença entre a Internet e outras mídias é que o usuário está no controle. O usuário não "assiste" um site, ele interage. Vejamos o exemplo da televisão: por mais que existam centenas de canais, com os mais diversos temas, você decide apenas se vai assistir ao conteúdo que está passando ou não. Na Internet você decide o que quer ver, quando e onde você quer ver, além de poder interagir com o que vê.
Pois bem, com a Web 2.0, o usuário conseguiu ainda mais controle. Agora ele decide QUAL conteúdo deseja ver, QUANDO deseja ver, ONDE deseja ver, COMO deseja ver e se não gostar do que vê, ele pode ALTERAR o conteúdo ou CRIAR seu próprio conteúdo com extrema facilidade! Além de controlar o ritmo e o fluxo da informação, agora o internauta controla a informação em si.
Todas as novas tecnologias, RSS, Ajax, Blogs e outras são apenas ferramentas para dar ao usuário este controle. Essas ferramentas são extremamente importantes, isso é indiscutível, mas a maior mudança da Web 2.0 não aconteceu nos servidores, aconteceu na cabeça das pessoas, que perceberam o poder que elas têm em suas mãos. As tecnologias podem (e vão) mudar, mas este conceito de controle, de influência já faz parte do cotidiano, e não mudará mais.
Web 2.0 - É jogada de marketing?
Existem aqueles que dizem que a Web 2.0 é uma jogada de marketing ou que as mudanças não foram tantas. Eu discordo. Para explicar, vou usar novamente a comparação com a mídia televisiva.
Imagine que você pudesse mudar o final de um filme qualquer, criar um novo canal e exibir a sua versão do filme, para qualquer pessoa assistir. De quebra, ainda é possível que a sua obra tenha mais audiência que o filme original e que você ganhe dinheiro vendendo espaço publicitário no seu canal! Agora imagine que você poderia fazer tudo isso da sua casa, sem ter a menor idéia de como funciona um estúdio de TV ou como o sinal será transmitido.
Se isso acontecesse, com certeza mereceria o nome de "TV 2.0"...
A web mudou, mas essa mudança foi tão gradual e sutil que muitas pessoas nem perceberam. A maior prova disso é que o termo "Web 2.0" não é conhecido (mas é utilizado) pelo público geral.
